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EDITORIAL
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EDITORIAL
A disputa é nas ruas
Claudius
por Silvio Caccia Bava

As razões

O núcleo da crise atual está na consolidação de um bloco das elites brasileiras a partir do final de 2012 – grandes corporações e sistema financeiro – que não quer mais nem o PT nem Dilma no governo. Essa oposição envolve também afastar, por todos os meios, a possibilidade da candidatura de Lula em 2018.

As razões desse enfrentamento sem negociações não passam pela questão da corrupção, que abarca todos os partidos, vem de longa data e é uma forma tradicional de as empresas buscarem vantagens ilegais junto aos governos. O que está em disputa é o controle da política econômica.

A consolidação do bloco das elites se deu em reação às medidas do governo Dilma para enfrentar a crise internacional, que contrariaram profundamente seus interesses. A redução da Selic, em 2012, baixou a remuneração dos rentistas. Na mesma época, a redução das taxas de juros ao consumidor fez os bancos públicos ganharem o espaço de um Bradesco no mercado; em poucos anos, esses bancos passaram de 35% para mais de 55% desse mercado. O congelamento dos preços da eletricidade, por exemplo, gerou perdas significativas para fundos internacionais que compraram ações das elétricas no Brasil. Para esse grande empresariado, acostumado a comandar o Banco Central e a política econômica, tais iniciativas afrontaram seus interesses diretos. Vem daí toda a razão de ser da campanha em favor do impeachment.

 

A campanha “Fora, Dilma”

As denúncias de corrupção, todas elas seletivas, pois ignoram o PSDB e os demais partidos de oposição ao governo, servem para mobilizar a população contra o governo e manipular a opinião pública, especialmente as classes médias que não compreendem por que os bons tempos acabaram.

A crise política se radicaliza; as ofensas pessoais e os panelaços mostram a intransigência dessas classes médias e sua revolta com a crise econômica; abre-se campo para o imprevisível. Nesse cenário, novas ONGs de direita e partidos que tradicionalmente defendem as elites buscam mobilizar a opinião pública em manifestações contra o governo e o PT.

Sem a mobilização da sociedade, avaliam que “não há clima” para a promoção do impedimento da presidenta. Caso passem a contar com um respaldo maior das ruas, darão continuidade ao processo de articular o golpe branco, isto é, a condenação do governo e do PT por atos ilícitos que, na verdade, todos praticam. Amplos setores do Congresso, do Judiciário, da Polícia Federal, tradicionalmente ligados aos interesses das elites, promovem uma ofensiva para derrubar o governo, criminalizar o PT (apenas o PT) e impedir a candidatura de Lula em 2018.

Neste momento, as forças neoliberais formaram um comitê dos partidos que são contra o PT e o governo e pretendem, coordenadamente, convocar seguidas manifestações populares em várias capitais do país. Eles têm à disposição o monopólio da mídia e agora investem na mobilização social para criar as condições para o golpe branco.

A rua passou a ser o centro das disputas. “Ou você vai pra rua ou ela (Dilma) fica”, diz a convocatória. Com quase um mês de antecedência, nos principais pontos de circulação em São Paulo, começam a ser distribuídos fartamente volantes de convocação para a manifestação “Fora, Dilma” de 13 de março.

Silvio Caccia Bava

Diretor e editor-chefe do Le Monde Diplomatique Brasil


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comentários
28 comentários

27/06/2016 - 19:13hs - ANTONIO TEIXEIRA DE ARAUJO
Excelente texto!
04/04/2016 - 12:47hs - Fernando
Encerrando minhas intervenções nesse tema do impeachment. Collor teve contra si 29 denúncias de impeachment. Itamar teve uma. FHC teve 17. Lula teve 34 e Dilma 48. Até aí, tudo bem. Todos podem peticionar, isso é livre. O povo pode ir pra rua bradar Fora fulano! e Fora ciclana!. É bom que sejam livres pra externarem suas frustrações. As Instâncias é que devem ter a responsabilidade de cuidar para que estômago não ocupe o lugar da razão. Vi algumas dessas 132 teses de impeachment - difícil encontrá-las; tem que fuçar um bocado na internet. Não concordei com nenhuma, nem com as tentadas contra FHC. O que FHC fez, em meu ver, foi altamente lesivo ao país (principalmente a venda a preço de banana de nosso patrimônio público); e mesmo assim não pode ser taxado como crime de responsabilidade segundo a 1079/1950. A resposta veio com os votos de 2002. E, no meu caso, com a permanência da definitiva, irreformável e absoluta decisão de nunca votar em PSDB. É onde dá pra aplicar efeito legítimo à quebra de confiança no sistema presidencialista... A Srª Dilma, que quanto à pessoa natural que é (Dilma Vana Rousseff) é digna de meu respeito por seu caráter, esteve à frente de chapa eleitoral nascida para dar errado (já em seu primeiro mandato era a raspa do tacho da tal coalizão). Seus governos foram muito ruins sob praticamente todos os aspectos - talvez o esforço em ser responsável, ainda que de forma desprovida de imaginação e uma pitada de coragem, nas contas públicas seja, justamente e curiosamente, o que lhe garante alguma vênia. Politicamente mostou-se inábil e mesmo inocente (num covil de lobos). A despeito de tudo isso, me parece improsperável a tese das pedaladas fiscais como crime de responsabilidade. Podem ir e vir, misturar a lei 1079/1950 (das hipóteses de Crime de Responsabilidade praticáveis por um(a) Presidente da República e seus Ministros) às LOAs (Leis Orçamentárias Anuais) de 2010, 2011, 2012, 2013 e 2014; misturar LDOs (Leis e Diretrizes Orçamentárias) com LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal - Lei Complementar 101/2000) e não há como defender, com mínimo de honestidade intelectual (em meu ver) que a tese passe a julgado. Questão de princípios jurídicos caros ao ordenamento nacional como a segurança jurídica e a confiança de legitimidade para as pessoas afetas à norma. A passar a julgado essa tese de pedaladas fiscais como crime de responsabilidade (Lei 1.079/1950 em seu artigo 10) para o ano fiscal de 2015, a partir de agora - segundo inovação perpetrada sob batuta combinada entre os Ministros do TCU Augusto Nardes (Ex deputado PDS) e Aroldo Cedraz (ex deputado PFL) e o presidente da Câmara atual Eduardo Cunha (PNDB), sem contar a disfarçada anuência do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB) - podem mudar qualquer entendimento sobre delito para aplicar o novo entendimento a caso pretérito. Ou seja, se hoje nosso congresso muda seu entendimento para furar o sinal vermelho e a ele passa a tratar como crime hediondo, aqueles que foram flagrados tendo cometido o delito em 2014 em foto e que não tenham transferido a responsabilidade para outro condutor, devem poder ser presos sem direito a fiança hoje. Um absurdo jurídico. O esgarçamento final da tecitura jurídico-social brasileira. Um atentado à segurança jurídica. É como vejo. E no fundo não é complicado. O centro da questão é que, ao se tratar o crime de responsabilidade como aplicável na órbita do congresso, deve aquela Instância vestir a toga dos princípios que escoimam o dizer do direito no Brasil. Por esses princípios, é elementar que a reiterada conduta de entendimento com efeitos jurídicos (no caso em questão, a combinação entre entendimento do TCU e convalidação pela Câmara) gera jurisprudência e, apesar de possível mudá-la, os efeitos da mudança só poderem se dar para fatos futuros. Os artigos 4ºs das LOAs de 2014, 2013 e 2012 se repetiram dizendo que podem ser feitos créditos suplementares desde que cobertos pelo superavit primário. Superavit só é aferível no fim do exercício. Por óbvio, confirmação no Congresso a Decreto de Crédito Suplementar pode ser promulgado até o fim do exercício para convalidar os atos daquele exercício (diz-se decisão resolutória; vale ulterior aprovação) - ou deveria ser negada sua promulgação. No momento em que PLN (Projeto de Lei) autorizativo de crédito suplementar (que sequer era para aumento de despesa primária - considerada a mesma como dispêndio novo) é tornado Lei pelo Congresso, está convalidado o ato. Faça-se a ginástica retórica que se fizer, não há como alterar isso. Podemos discordar de todo o resto, mas, se movidos por mínima honestidade intelectual, aí o assunto se encerraria. Diga-se que foi má gestão administrativa dos recursos, diga-se que faltou coragem de enfrentar o serviço da dívida, diga-se que cortes foram tímidos, diga-se de uso eleitoreiro de programas sociais (que, aliás, são despesas obrigatórias; não passíveis de deixarem de ser executadas...), diga-se e se faça o uso político que quiser de qualquer desses discursos. Juridicamente não alcançam eficácia na tipificação de crime de responsabilidade. Nosso sistema de representação política faliu? Isso é velho... Nosso sistema de organicidade da sociedade civil ruiu? Isso também já faz aniversário... Nosso judiciário é uma piada internacional? Assunto batido... Então vale tudo? Espero que não. Prefiro continuar no processo de transformação. A casca velha da ferida deve cair, e não a ferida inteira para abrir uma ainda maior. Alguns consideram isso reformismo. Eu acho que não, porque estou disposto a algo efetivamente revolucionário, porque evolucionário em seu radicalismo - a que os autopropalados revolucionários não estão. Estou disposto a apostar em uma sociedade de gentes autogestionadas. Comunidades de gentes e demais seres não viciadas em Estado porque suficientemente disciplinadas e humanizadas a ponto de cada um ser responsável por si e pelos que estão a sua volta. Se não for pra ir a isso realmente, então não pago o preço de trocar um títere pra colocar outro no lugar. Pra mim o poder corrompe do mesmo jeito e no final vamos, de alguma forma - como nesta oportunidade ainda togada por uma fina falácia de jurisdicionalidade aceitável - colocar alguém em algum paredão conceitual e persecutório - quando não em algum paredão de fato. Dito tudo isso, me retiro do debate. Já me xingaram de alguns nomes bonitos e consegui manter o bom senso de não responder. Já vi gente que sempre admirei por sua fina inteligência e bom humor capitulando hora à raiva, hora à conviniência (quando não a ambas), e não quero engrossar essa fileira... Dispendi tempo quase demais a compreender toda a celeuma. Compreendi. Tentei ajudar como pude - se não foi o suficiente, foi o quanto podia. Agora as condições postas começam a me despejar muito mais trabalho no meu ganha-pão e outros projetos importantes que demandam maior atenção de minha parte. Começa mesmo a sair ameaçada a minha saúde. Perdi já algumas noites de sono. Desde ano passado algumas decisões difíceis foram se apresentando pra mim e hoje observo satisfeito que consegui razoavelmente ir afastando as cascas de banana. É hora de prosseguir adelante! Se dessa catarse advier um emporcalhamento ainda maior de nossa vida republicana; bem, sobrevivemos a 21 anos de cárcere coletivo; sobreviveremos - de algum modo - a outro emporcalhamento. Sobrevivemos ao assassínio de um sonho, de uma esperança, por treze anos; sobreviveremos a outra traição caso permaneça tudo como tem sido após derrubado o impítima... Admiro aqueles que conseguem preservar a saúde ainda que mergulhados nessa chafurdagem com a mesma saúde dos que resolvem todos os problemas do mundo numa mesa de bar regados a cerveja estupidamente gelada - pra mim isso deve ser considerada prática tão salutar quanto uma hora de atendimento psicanalista... Por hora me retiro desses debates. Não deixarei de ir à rua quando necessário, mas não vou mais dispender horas preciosas pensando em tudo isso. Como disse um grande amigo pra mim recentemente: Na medida do prazer!...
29/03/2016 - 08:52hs - Roberto F Sousa
Discordo um pouco do ponto de vista que atribui à polarização contra/a favor um papel burro. Estamos num momento em que temos de tomar partido para evitar o pior. estamos num momento em que toda a democracia está em jogo, daí a necessidade premente de se descer do muro. O lado do contra está bem municiado não só com a grade mídia como também por políticos que sabem como manobrar nos bastidores. Temos sim de partir para a luta com as nossas convicções e, após a guerra, aí sim sentarmos a mesa para discutirmos de uma forma mais polida.
21/03/2016 - 22:30hs - Norma Gerjoy
É necessário esclarecer o básico. Partidos políticos não cometem crimes, pessoas sim. No Código Penal Brasileiro não há um só artigo definindo crime e prescrevendo pena para partidos políticos. A desonestidade, a corrupção etc. etc. são praticadas por pessoas e essas pessoas podem pertencer a qualquer lugar, a qualquer partido, a qualquer governo. Então não dá para entender que se pince, seletivamente, pessoas exclusivamente do PT.
19/03/2016 - 16:42hs - Regis Silva
Caro Silvio, li seu texto querendo observar um pouco do ponto de vista de esquerda da nossa imprensa! Afinal o que temos nos grandes meios midiáticos e a visão da nossa direita. Fico realmente triste de observar que tanto nossa direita, como nossa esquerda emburreceram tanto. Um outro colega teve ali uma descrição perfeita e absoluta do que não se entender de história! Conversas como elite branca, mercado financeiro, caros amigos em que século vocês estão vivendo, deturpando o mínimo necessário para se entender e interpretar as obras de Marx. Ele riria com certeza dos seus argumentos e relatos tão falhos. Primeiro erro não de vocês mas do nosso país, falamos em defender a democracia, sendo que não somos uma real democracia, me perdoem , mas realmente não somos. Uma democracia onde você tem um voto obrigatório, pra mim isso não é democracia. Segundo, uma escola onde temos progresso continuada, mil e um incentivos para adentrarem no curso superior, quando não se dá o mínimo necessário para se criar uma juventude que seja crítica, que entenda aquilo que lê, que faça juízo sobre as coisas! É um último detalhe, nossa constituição praticamente vem sem ser tocada há muito tempo. A reforma não pode ser simplesmente política nas casa, mas sim no seu cerne. E falar que só é o PT, só se fala do PT? Em que mundo vocês estão vivendo, todos os dias se fala de Cunha, de possíveis desvios de Aecio Neves. Meu sejam inteligentes, leiam ambos os lados, interpretem e larguem essa visão hipocrita e ultrapassada.
18/03/2016 - 16:01hs - Edith do amaral
apoio a Dilma.
17/03/2016 - 14:48hs - Reinaldo Roberto Rosa
Um texto esclarecedor que merece a leitura de todos os cidadãos e cidadãs brasileiros(as). Pena que não está na íntegra. A sua parte final (faltam os dois últimos parágrafos) é muito lúcida e importante. Acorda Brasil.
16/03/2016 - 22:02hs - Eduardo Wandenkolk de Oliveira
Um partido tem cabeça, ventre e cauda: a cabeça dirige e abrilhanta um partido, o ventre tudo quer, tudo consome e devora, e às vezes perde a cabeça; a cauda quase sempre o emporcalha. Na cauda existem os homens que não tem juízo próprio, que tem um juízo como de empréstimo, na frase de Bentham, que se dirigem mais pelas paixões do que pela razão e princípios; é na cauda que existe essa porção de homens a que dei o nome de turbas (Discurso de Ângelo Muniz da Silva Ferraz no Parlamento Brasileiro. 21 jan. 1845) Precisamos de reformas Políticas, Economicas, Sociais profundas para que estas ações que tantos danos causam ao País e os plantonista do Quanto pior melhor sejam considerados ilegítimos.
16/03/2016 - 14:26hs - Edson
Dia 13 foi isso.........
16/03/2016 - 14:14hs - Leandro Paim
Então... discussão importantíssima. Mas a melhor forma de analisar é por partes. A questão do Sistema financeiro por exemplo, de fato, é uma realidade. A empresário brasileiro investe no capital financeiro por que é mais lucrativo. Não há um cenário atrativo para investir por exemplo em P&D no país. Outra questão importante é essa polarização: Ou você é contra, ou você é à favor. Não se pode mais pensar? Temos que sempre ter um lado, e se tivermos um lado seremos oprimidos com linchamentos injustificáveis de moralidade? O PT de hoje não é o mesmo da criação. Nem pudera. São mundos diferentes e cenários distintos. Outra questão, da mesma forma que o partido político não existe pra se ter o poder, e as empresas não existem pra ter lucro, existem pra qual finalidade então? Não acho que a justiça esteja sendo seletiva, o problema é o enfoque que se dá pra determinada notícia. Aí sim, fica claro que existem dois pesos e duas medidas.
15/03/2016 - 23:10hs - Fernando Mendes
Prezado Silvio A sua análise para qualquer conhecedor profundo da historia do país e do mundo é perfeita e bem resumida. As pessoss nao conseguem entender e a confundem com uma defesa do do governo. Basta este erro de análise para percebermos o quanto desconhecem ocsustema a a nossa historia. Apoio integralmente o trabalho de vocês. EXCELENTE POIS TEMOD O QUE LER!!!!
14/03/2016 - 17:52hs - Ivan Pessanha
Não sou inocente ao ponto de pensar que o Lula e a Dilma são santos. No entanto, claramente, percebo o quanto a direita raivosa e magoada está empenhada, juntamente com uma mídia perversa, está tentando demonizar a ala de esquerda nesse país, especialmente o PT. Estão sentenciando antes de haver julgamento e o que é pior: estão jogando para o povo a oficialização desse suposto julgamento. A maioria da população está na rua pela emoção e não por convicção. Essa manipulação das massas é algo que, por um momento, acreditei ser mais difícil nos tempos atuais. O povo perdido, em meio a tantas falcatruas, mais uma vez, se torna uma presa fácil para os oportunistas de plantão.
14/03/2016 - 13:29hs - Francisca Valda
O movimento da oposição é pró corrupção - usando a boa fé das pessoas - com a fachada de luta contra a corrupção. Na minha opinião se houvesse honestidade intelectual e político-social do movimento alimentado pelo braço do Estado constituído pelo MPF, PF e Juízes da Operação Lava Jato as investigações seriam feitas de todos os políticos e partidos uma vez que a corrupção, infelizmente, é sistêmica em mais de 500 anos da história do Brasil. Na verdade o que está em disputa é o controle da política econômica. O movimento fora Dilma e Lula quer banir o projeto de inclusão social da vida do mercado representado pelas corporações e empresas do sistema financeiro, da mídia e de sua elite.
10/03/2016 - 11:44hs - ANTÔNIO GALDINO
Quando o estava bem na economia e o governo bem avaliado na era Lula, os responsáveis eram o presidente com sua capacidade de articulação política e a então ministra Dilma Roussef, que era considerada uma gerente técnica, a mãe do PAC, como o Lula se referia a ela. Agora que o país vai mal, com sua economia corroída pela corrupção no governo, a culpa é da imprensa golpista, das elites e da oposição. Será que foi a oposição que montou o maior esquema corruptor nas estatais brasileiras, será mesmo das elites? Uma vez que elas lucraram bastante; os banqueiros, os grandes industriais, os pecuaristas e os empreiteiros da lava – jato; ou a culpa é da empresa golpista? Que cumpre o seu importante papel de informar o cidadão de tudo o que acontece no país. O PT que era o partido do povo, que levantava a bandeira da ética na política e respeito à coisa pública se tornou a maior decepção do povo brasileiro. Dizer que impeachment é golpe não dá pra aceitar. Golpe foi o que o partido e a presidente Dilma deram no eleitor e no povo, foi o maior estelionato eleitoral nunca vista antes no país. A presidente fala que é hora de união, mas foi ela e o PT que dividiram o país entre “nós” e “eles” durante as eleições de 2014. Lula e o PT tentam vitimizar-se de uma suposta perseguição do juiz Sérgio Moro. Nós é que somos vítimas de vocês: LULA, DILMA e PT.
08/03/2016 - 12:25hs - Solange
Lugar de ladrão é na prisão. Aqueles que prometeram o fim de corrupção , roubaram a nação descaradamente. GOLPE ?Foi o que eles deram no povo brasileiro. Esse senhor que se expressa de uma forma nunca vista igual, que se diz uma cobra, que não morreu ainda .O que é isso? Um filme de muito mal gosto. Vergonha .... vergonha. Quebraram o país !
08/03/2016 - 01:36hs - LULA BASTO
É CLARO QUE HÁ UM GOLPE NO AR . NÃO VEM DESDE AGORA . A OPOSIÇÃO QUE NÃO DEIXOU A DILMA GOVERNAR SIMPLESMENTE APOSTA NO QUANTO PIOR MELHOR . ESTÁ MUNIDA DE MÍDIA MARROM E DE PARLAMENTARES , COMO CUNHA E OUTROS, QUE CORREM O RISCO DA IREM PARAR NA CADEIA . ESSES , ALÉM DE DEFENDEREM INTERESSES ESCUSOS, TÊM TAMBÉM DE QUALQUER QUALQUER FORMA SALVAR A PRÓPRIA PELE. O IMPEACHEMENT DA DILMA LHES CAIRIA COMO UMA LUVA . SE ISSO SE DER A FARRA VAI SER GERAL , DESDE MUDANÇA DE COMANDO NAS INSTITUIÇÕES A PRISÕES E CENSURA . JÁ VI ESSE FILME , NÃO TEVE HAPPY END . DEU EM TORTURA , CENSURA E OUTRAS ABERRAÇÕES PRÓPRIAS DO ESTADO DE EXCEÇÃO .QUEM SOBREVIVER , VERÁ ...
07/03/2016 - 17:24hs - Flavio Lara
Quem abriu as portas do hospicio? E claro que é um golpe. Isso é indiscutivel, mas o argumento dq todo mundo rouba, entao temos que deixar pra lá é engraçado. Deviamos era ter feito o mesmo com o FHC (golpe branco) quando rolou o PROER, a máfia dos sangue sugas, o mensalão da reeleição. Agora é tarde pessoal. O PT vai cair, é inevitavel, as provas são claras, e so vai pra rua se manifestar contra isso os exercitos convocados pelos sindicatos, soldados que recebem 30 reais pra dar porrada em coxinha. Querem um conselho? Comprem ações, qualquer uma, porque o ataque financeiro vai acabar.
07/03/2016 - 10:45hs - Victor
O editor esqueceu-se também dos bilhões gastos pelo governo em obras para a Copa do Mundo, as quais, em sua maioria, não foram concluídas e encontram-se abandonadas. As políticas sociais são, sem dúvida, necessárias. Mas este Governo valeu-se da boa intenção e usou o povo para se locupletar ilicitamente. Todo cenário político encontra-se falido e contaminado, não temos para onde correr, não há um partido que salve. E todos, seja quem for, envolvido em qualquer ato de corrupção, vantagens indevidas, devem ser punidos e afastados.
06/03/2016 - 07:42hs - Sérgio Ricardo
O terceiro parágrafo resume as razões da Casa-Grande sob uma análise político econômica. Mas para entendermos os capitães do mato da classe média que propagam, mormente nas redes sociais, esse tipo de discurso seria necessário uma análise psicológica.
06/03/2016 - 04:03hs - Rogério Cwb
Reportagem CRIMINOSA. Silvio Caccia Bava vai tomar a sua caixa de Lexotan urgente !!! Triste é saber que pessoas como você se prestam a isto, em troca de dinheiro que foi roubado do povo brasileiro. Verme, lixo !!!
04/03/2016 - 23:47hs - Fernanda
Pena que o editor tenha se esquecido de dizer que o PT fez o que sempre criticou em outros partidos, é aquela história: faça o que digo, mas não faça o que faço. A verdade é que independente de partido político ou qualquer crença TODOS devem ser punidos... Que outros fizeram não temos a menor dúvida, mas parabéns ao Judiciário, PF e MPF que devem estar sofrendo uma pressão horrorosa pelo belíssimo trabalho. Quando o texto diz que os panelaços demonstram a intransigência da classe média talvez o autor desconheça a quantidade de pessoas desempregadas, a saúde sucateada (MUITO DINHEIRO ROUBADO), a educação uma porcaria, a gasolina lá nas alturas, enfim quem sofre é o pobre. Isso só a título de exemplo! Se o editor tem provas de que outros roubaram é só denunciar, quem sabe não é o momento de passarmos à limpo o Brasil. QUERO UM PAIS TRANSPARENTE NÃO IMPORTA QUEM ESTEJA NO PODER!
04/03/2016 - 22:39hs - Marcelo Mariano Mazzi
Parabéns Silvio! Perfeita sua análise, será que as pessoas não entendem o que está em jogo? Vamos pra rua barrar o golpe!!! Agora é o confronto ou nada!!!!
04/03/2016 - 21:07hs - Nayoko
COXINHAS: Conservadorismo é doença mental e sinal de baixo QI.
04/03/2016 - 17:54hs - Norma
Manda a Dilma, o Lula e toda a sua equipe para trabalhar no Le Monde Diplomatique Brasil. Quem sabe assim eles acharão a fórmula da felicidade, da eficiência, da sociedade mais justa e igualitária. Blá, blá, blá,...
04/03/2016 - 10:54hs - JOSÉ ORLANDO
Quem é elite brasileira? Discurso viciado, pois o Lula é uma elite brasileira! Só bebe whisky Chivas Royal Salut, viaja de jato particular (dos amigos empresários), roupas de luxo, apartamentos de luxo e etc. O que podem as esquedas hoje falar de grandes corporações e sistema financeiro. As elites esquedistas brasileiras mamaram e mamam muito ainda neles. Essa é a verdade.
03/03/2016 - 19:03hs - Danilo
Perfeita análise. Uma visão lúcida e muito didática. O falso moralismo é só fachada e mobiliza os reais moralistas, além dos moralistas de ocasião. Junta-se ignorância política, econômica e histórica temos a base social bovina que mantém esse país desigual e atrasado por mais muitos séculos.
03/03/2016 - 14:56hs - Francisco
que triste ver o editor chefe justificando a bandalheira de hoje com uma frase do tipo a condenação do governo e do PT por atos ilícitos que, na verdade, todos praticam Ora, se são ilícitos o governo de hoje e o seu partido tem que ser condenados. O editor-chefe mostra tendenciosidade no seu comentário, talvez similar ao que comenta sobre as forças anti- bandalheira. Uma vergonha
01/03/2016 - 20:36hs - Gilberto
Concordo em grande parte com o texto, mas o que me preocupa é que outros personagens da política como Cunha, Renan Calheiros e tantos outros continuam no congresso e nenhum dos processos em andamento contra estes senhores surti qualquer efeito. Necessitamos de mecanismos e regras que demonstrem estas forças que estão tentando derrubar o governo.
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